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HISTÓRIA |
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Baseado em contos e lendas, a origem documental
do combate corporal é imprecisa. O texto
do Prof. Carlos Catalano Calleja, que foi um
dos maiores estudiosos do Judô no Brasil,
mostra um pouco da história do início
destes combates, que deram origem ao Ju-jitsu.
O início do desenvolvimento histórico do combate corporal se perde na noite dos tempos. A luta, inclusive por necessidade e sobrevivência, nasceu com o homem e, a esse respeito, os documentos remontam os tempos mitológicos. Um manuscrito muito antigo, o Takanogawi, relata que os deuses Kashima e Kadori mantinham poderes sobre os seus súditos graças às suas habilidades de ataque e defesa. A Crônica Antiga do Japão (nihon Shoki), escrita por ordem imperial no ano de 720 de nossa era, menciona a existência de certos golpes de habilidade e destreza, não apenas utilizados nos combates corporais mas também, como complemento da força física, espiritual e mental, relatando uma história mitológica na qual um dos competidores, agarrando o adversário pela mão, o joga ao solo, como se lançasse uma folha. Segundo alguns historiadores japoneses, o mais
antigo relato de um combate corporal ocorreu
em 230 aC, na presença do imperador Suinin.
Taimano Kehaya, um lutador insolente foi rapidamente
nocauteado por um terrível cultor do
combate sem armas, Nomino Sukune. JU-JITSU Várias são as conjecturas sobre
o desenvolvimento histórico do ju-jitsu,
mas há fortes indícios de que
sejam meras suposições baseadas
em lendas ou contos, que guardam uma íntima
relação com o aparecimento de
certas academias. Jigoro Kano, que era pequeno e fraco por natureza,
começou a praticar o ju-jitsu aos 18
anos pelo propósito de não ser
dominado por sua fraqueza física. Ele
aprendeu atemi-waza (técnicas de percussão),
e katame-waza (técnicas de domínio)
do estilo ju-jitsu Tenjin-shin-yo Ryu e nague-waza
(técnicas de arremesso) do estilo de
ju-jitsu Kito Ryu. Baseado nestas técnicas
ele aprofundou seus conhecimentos tomando como
base a força e a racionalidade. Além
disso, criou novas técnicas para o treinamento
de esportes competitivos mas também pelo
cultivo do caráter.Adicionando novos
aspectos ao seu conhecimento do tradicional
ju-jitsu o professor Kano fundou o Instituto
Kodokan,com a educação física,
a competição e o treinamento moral
como seus objetivos. Fundação do Instituto Kodokan O prof. Kano estabeleceu o Instituto Kodokan
em 1882, época em que o dojô (local
de treino) tinha apenas 12 tatamis e o número
de alunos era nove. O ju-jitsu foi substituído
pelo judô pela razão de que enquanto
"jitsu" significa técnica o
"do" significa caminho, este último
podendo ter dois significados: o de um caminho
em que você anda e passa e o de uma maneira
de viver. Assim a teoria do "JU", que é gentileza, suavidade, pretende utilizar a força do oponente sem agir contra ela, podendo ser aplicada não somente na competição mas também aos aspectos humanos.
O prof. Kano disse em 1910 que a teoria da
cultivação da energia tratava
de adotar um método para melhorar a habilidade
mental e física pelo armazenamento de
ambas quanto for possível. Ele disse
que o seu bom uso é cultivar e usar a
energia humana para o bem e que a teoria pode
ser adquirí-la através do treinamento
de judô, podendo ainda ser ampliada para
todos os aspectos da vida. Antes de se expandir,
o conceito de judô do professor veio a
formar dois grandes guias: o melhor uso da energia
individual e o bem estar mútuo. Com estes
princípios o judô expandiu-se no
próprio Japão e no exterior. Com
esta base, o prof. Kano deixou como ensinamento
que através do treinamento a pessoa deve
se disciplinar, cultivar o seu corpo e espírito
através das técnicas de ataque
e defesa, fazendo engrandecer a essência
do caminho.
Entrada do 1º dojo da Kodokan
Em 1904, Koma ao lado de Sanshiro Satake, saiu
do Japão. Seguiram então para
os Estados Unidos, México, Cuba, Honduras,
Costa Rica, Panamá, Colômbia, Equador,
Peru (onde conheceram Laku, mestre em ju-jitsu
que dava aulas para a polícia peruana),
Chile, onde mantiveram contato com outro lutador,
(Okura), Argentina (foram apresentados a Shimitsu)
e Uruguai. Ao lado da troupe que a eles se juntou
nos países sul-americanos, Koma exibiu-se
pela primeira vez no Brasil em Porto Alegre.
Seguiram depois para o Rio de Janeiro, São
Paulo, Salvador, Recife, São Luís,
Belém (em outubro de 1915) e finalmente
Manaus, no dia 18 de dezembro do mesmo ano.
A passagem pelas cidades brasileiras foi marcada
apenas por rápidas apresentações.
Por sua elegância e semblante sempre triste,
Mitsuyo Maeda ganhou o apelido de Conde Koma
durante o período que ficou no México.A
primeira apresentação do grupo
japonês em Manaus, intermediado pelo empresário
Otávio Pires Júnior, em 20 de
dezembro de 1915, aconteceu no teatro Politeama.
Foram apresentadas técnicas de torções,
defesas de agarrões, chaves de articulação,
demonstração com armas japonesas
e desafio ao público. Com o sucesso dos
espetáculos, os desafios contra os membros
da equipe multiplicaram. O campeão geral foi Satake. Conde Koma
não lutou desta vez, ficando apenas com
a organização do evento. No dia
seguinte (09/01/1916), o Conde, ao lado de Okura
e Shimitsu, embarcou para Liverpool, na Inglaterra,
onde permaneceram até 1917. Enquanto
a dupla permaneceu no Reino Unido, Satake e
Laku seguiram lecionando ju-jitsu japonês
aos amazonenses no Atlético Rio Negro.
E os mestres orientais continuaram vencendo
combates a que eram desafiados. Até que
em novembro de 1916, o lutador italiano Alfredi
Leconti, empresariado por Gastão Gracie,
então sócio no American Circus
com os Irmãos Queirollo, chegou a Manaus
para mais um desafio. Satake que estava adoentado
cedeu seu lugar para Laku, sendo este derrotado
por Leconti. Sataki, em recuperação,
seria o próximo adversário do
italiano, mas devido a brigas geradas por ocasião
do combate entre Laku e o desafiante, o delegado
Bráulio Pinto resolve proibir outras
lutas na capital amazonense.
A volta ao Brasil Em 1917, de volta ao Brasil, mais especificamente em Belém, e tendo ao lado sua companheira, a inglesa May Iris Maeda, Conde Koma ingressa no American Circus onde conhece finalmente Gatão Gracie. Em novembro de 1919, o Conde retorna a Manaus, agora na condição de desafiante de seu amigo Satake. Foi então que aconteceu a única derrota de Koma em toda sua carreira. Na biografia anterior diziam que ele nunca havia sido derrotado. Então ele volta para Belém e em 1920, já com a crise da borracha, é desfeito o American Circus. Com isso, Mitsuo Maeda embarca novamente para a Inglaterra. Em 1922, regressa como agente de imigração, trabalhando pela Companhia Industrial Amazonense e começa a ensinar judô aos belenenses na Vila Bolonha. No mesmo ano, seu ex-companheiro Satake embarca para a Europa e nunca mais se tem notícias do grande mestre.Conde Koma continuou em Belém, falecendo em julho de 1941. Carlos e Hélio Gracie, filhos de Gastão seguiram atuando no ju-jitsu, modalidade que aprenderam com Koma no circo do pai. Isso, depois que a arte marcial já estava definitivamente implantada em Manaus pelos membros da troupe de Koma, principalmente Sanshiro "Barriga Preta" Satake. fonte(www.judobrasil.com.br)
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